5 Dicas para negociar dívidas e ter seu nome limpo

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Muitos não sabem, mas os níveis de endividamento e inadimplência dos brasileiros estão entre as principais preocupações do governo e, claro, dos bancos. Isso porque o percentual de famílias brasileiras endividadas aumentou de 63% para 65,2% de julho para junho, mostrou pesquisa da CNC (Confederação Nacional do Comércio). Dados do Banco Central que medem a situação financeira apenas das pessoas físicas mostrou que o volume de dívidas em atraso de mais de 90 dias representava 8% do crédito em maio, a maior taxa desde 2009. Esse é o lado negativo do crédito fácil, que, aliás, nunca esteve tão fácil no Brasil. E o motivo desse lado estar cada vez mais evidente é um só: falta de planejamento financeiro.

Uma das medidas principais é: nada de compras por impulso, especialmente se você já estiver com o orçamento dos próximos meses comprometido com parcelas e mais ainda se estiver com dívidas atrasadas. Aqui vão algumas dicas justamente para quem já está com o nome sujo, e o passo número um para resolver essa situação é, sem dúvida alguma, parar de gastar. Confira os próximos:

1. Meu nome já está sujo?
No começo do ano, a Boa Vista, que é a administradora do SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), disponibilizou, finalmente, a consulta gratuita à situação dos nossos CPFs. Isso significa que agora podemos checar se o nosso nome está sujo e por quê. Essa é uma ótima forma de começar a se reorganizar de maneira segura. Somente em fevereiro, primeiro mês de funcionamento do serviço, mais de 2 milhões de consumidores consultaram a situação de seus CPFs. Agora é a sua vez! Acesse https://www2.boavistaservicos.com.br/consumidorpositivo/consulta-de-debito.php e cadastre-se.

2. Eu devo quanto e para quem?
O segundo passo para administrar as dívidas fora de controle é saber exatamente o tamanho da bola de neve. Além de consultar esse portal, vale entrar em contato com todos os credores e solicitar o valor real da dívida, ou seja, o quanto você precisaria desembolsar hoje para quitá-la à vista. Vale lembrar que muitas vezes a dívida pode ser cedida para empresas que compram e administram carteiras de créditos vencidos, uma vez que a cessão de crédito está prevista nos artigos 286 e seguintes do Código Civil de 2002. E por incrível que pareça, existem muitos benefícios quando esses créditos são cedidos pelo credor original à essas empresas, primeiro porque os juros aplicados por uma empresa de aquisição de crédito são substancialmente menores que aqueles praticados no mercado financeiro, na concessão de crédito. Geralmente a taxa de juros bancários fica entre 2% e 5% podendo até ser de 11% ao mês no cheque especial ou cartão de crédito, além de outras taxas/impostos, como IOF. Mas as empresas de aquisição de crédito, além dos juros serem menores, 1% ao mês, têm a correção composta pelo IGPM. Portanto, saiba primeiro quem é seu credor para, posteriormente, tentar negociar a dívida.

3. Cuidado na hora da renegociação.
Com os números em mãos, você terá uma ideia clara (e real) da sua situação financeira. Aí é hora de começar a renegociação. Os principais bancos e empresas que compram e administram carteiras de créditos vencidos possuem áreas especializadas no atendimento de clientes com débitos em atraso e a maioria também já tem, inclusive, uma proposta na ponta da língua para o refinanciamento da sua dívida. A dica aqui é: antes de fechar qualquer acordo, pergunte sempre a taxa de juros aplicada e faça as contas do valor total da dívida (multiplique o número de parcelas pelo valor que eles lhe informaram). Muitas vezes, o “novo” valor é mais caro do que a dívida atual.

4. Faça uma proposta condizente a sua situação financeira.
Não tenha medo de fazer uma proposta que se encaixe no seu orçamento e seja paciente! Caso a instituição financeira não aceite suas condições em um primeiro momento, coloque-se à disposição para novas negociações futuras, mas não se comprometa com uma proposta que não vá resolver sua situação, ou seja, que leve você a interromper novamente o pagamento daqui a alguns meses. Outra dica é, mesmo que você ainda não tenha conseguido fechar um acordo, já começar a poupar o valor da parcela que você pretende pagar. Na hora da renegociação, o valor que você tiver à vista será fundamental para reduzir os juros e o número de parcelas.

5. Peça ajuda a quem entende do assunto.
Outra dica é procurar algumas empresas especializadas na renegociação de dívidas com credores. Elas geralmente possuem canais de comunicação diretos com várias empresas e instituições financeiras e podem ajudar se você estiver com dificuldades na aproximação de seus credores.

Enfim, se você se endividou, tem que pagar. Mas não tenha pressa, com paciência e determinação você chega lá! E, enquanto isso, a dica é já ir incorporando na marra o hábito saudável de gastar só o quanto se ganha, ou seja, cortar despesas, colocar metas de gastos e começar a pagar tudo à vista.

Fonte: Yahoo Finanças

 

 

2 comments

  1. Diego Viana   •  

    Olá, boa tarde!

    Gostaria que me ajudassem com uma duvida.

    Estou devendo o banco santander desde o ano passado cerca de R$6.000,00 ref. a cheque especial e cartão de crédito. A divida hoje (2013) gira em torno de R$9.000,00 empresas financeiras me mandam cartas para acordo com descontos que a divida cai para R$7.000,00. O problema é que estiver desempregado em todo esse tempo e só agora consegui emprego e ainda não estou com condições de negociar e etc. A duvida é, eu tenho um carro em meu nome, com preço médio de R$ 6.000,00, há a possibilidade deles penhorarem esse meu bem? como posso fazer para me defender? com quanto tempo eles podem me intimar? não posso ficar sem o carro, pois trabalho com ele…. Gostaria de saber se corro esse risco? já li na internet que só dividas grandes eles perdem esse tempo. Não considero a minha tão grande assim, é?

    Espero que possam me ajudar. Estou preocupado.

    Abraços

    • mjo   •     Author

      Boa tarde, Diego! Antes de tudo, gostaria de destacar que a dívida mais cara que existe são as dívidas dos cartões de crédito e cheque especial. O que sugiro a você é que faça um acordo para que a dívida pare de aumentar e você tenha de volta seu nome limpo. Negocie o valor proposto de R$ 7.000,00 dividindo em parcelas que cabem no seu orçamento para que você possa honrar a dívida todos os meses. O principal risco não é ter o carro penhorado, mas sim daqui há 3, 5 ou 10 anos você precisar financiar uma nova casa ou um carro novo e seu Score (saiba o que é Score: http://direitosdodevedor.com.br/?p=281) não permitir isso. Um grande abraço e continue participando do Blog!

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